
Com certeza você ainda está com resquícios anestésicos emanados pelos nossos sentimentos “emejianos”.
Parando pra pensar pensei em escrever algo pra compartilhar com todos, pensando racionalmente em como conseguimos chegar neste resultado, de amizade incondicional, de respeito, aquela vontade de gritar pra todo mundo ouvir que no EMEJE temos o melhor clima do mundo, a melhor música do mundo, os melhores amigos do mundo.
Pois bem... começando pelo início, o EMEJE, é uma combinação de DISCIPLINA, com horários pré-definidos, acordar cedo (pra não perder tempo), ESTUDOS, mas não se atem apenas aos estudos e sim na aplicação do que aprendeu no encontro para melhoria da nossa vida, e começamos aplicando aquilo que aprendemos ali mesmo, no internato, sabendo a importância do respeito do ORAI E VIGIAI, porque sabemos que o PENSAR NO BELO E NO BOM, é extremamente importante, a comunhão de pensamento... o UNIDOS EM UM SÓ IDEAL nos proporciona uniformidade de pensamentos, todo esse sentimento aliado a BOA MUSICA, ahhhh... a boa música, nos faz abrir os corações, soltar aquilo que está “nos engasgando”, música edificante, que favorece a atuação dos nossos amigos do plano maior, quando falamos que música é sentimento, só no EMEJE conseguimos ter a prova real disso, a música nos eleva a esferas superiores fazendo trazermos pra cá todos os sentimentos que o cristo nos recomendou, acompanhado de pessoas especiais que já conhecem um pouquinho que seja graças aos estudos ou passam a conhecer o EVANGELHO do Cristo, TUDO ISSO JUNTO, favorece então, ao nosso recebimento das ENERGIAS, do FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL do alto, dos nossos amigos espirituais, que tanto lutaram para que isso acontecesse... Favorece, o escutarmos aquilo que precisamos escutar graças a intuição, ao nosso anjo da guarda que pode atuar tranquilamente no ímo de nossa alma, aos amigos espirituais que sabem exatamente o que precisamos mudar, aí se dá o fenômeno de nos GRUPOS DE ESTUDOS escutarmos aquilo que mais precisamos, e pensar “Meu Deus esse cara ta falando isso pra mim!” As OFICINAS onde aprendemos a PRATICAR o que aprendemos, o fundo evangelizador das oficinas é muito lindo, ali aprendemos algo para exteriorizar, pra passar pra frente, é uma semente plantada que irá florescer na ajuda a conquistar outras pessoas que ainda não conhecem esse tipo de alegria através da arte, da música, da dança, das atitudes dos exemplos. AS INTEGRAÇÔES, que “quebram o gelo” que ainda resta nos corações nos fazendo sorrir, conversar, conhecer e transformar aquele clima de desconhecido em clima de amizade. A COMIDA, você deve estar pensando, nossa, o que tem de bom além da parte “material” da comida, aí que você se engana, o carinho e o amor das pessoas da cozinha, unidas ao clima do encontro, passam com certeza muitas energias positivas e renovadoras nos alimentos no suco, considerem que todos os dias do encontro nos alimentamos de comida e suco fluidificados, graças aos nossos amigos espirituais que trabalham duro nos mínimos detalhes para conseguirmos o resultado final, quem leu “NOSSO LAR” de André Luiz sabe, na parte em que André chega na casa de Lísias e sua mãe explica sobre as energias que conseguimos através dos alimentos.
Sabemos que tudo isso junto, favorece então ao resultado final, que não é nada mais nada menos do que tudo o que um GRANDE AMIGO nosso nos ensinou a alguns 2010 anos atrás, a Lei do amor.... Quantas vezes escutei dos encontristas que o que sentimos no EMEJE não se explica... mas... E o amor?? Se Explica?? Vamos meditar, imagina um mundo onde os 365 dias seriam em clima de EMEJE... isso é tão simples, é só usarmos de tudo o que aprendemos e passarmos pras pessoas, um dia, todos do globo conhecerão a força da fé e do evangelho do nosso mestre JESUS, a importância da AMIZADE e da DISCIPLINA, do ESTUDO e da PRÁTICA, da DEDICAÇÃO... da força de vontade, da perseverança, do não se deixar abater por pensamentos impetuosos, pela iniqüidade do mundo, e pela aspereza de nossas provas e expiações, com o EMEJE aprendemos que a vida pode ser muito mais fácil se aplicarmos o que aprendemos no encontro.
Como disse nosso irmão JOAMAR na última palestra...
“Na vida tudo é passageiro, exceto o cobrador e o motorista, o motorista é Jesus, e o cobrador é a nossa consciência”
Iremos além nessa colocação...
Na vida tudo realmente é passageiro, o cobrador impetuoso da nossa consciência não deixa nada passar em vão, o nosso motorista, guia e modelo é Jesus, divino mestre e amigo que com exemplos nos ensinou a receita da felicidade, o ônibus da vida, pode ser novo, velho, conturbado e calmo, mas podemos ficar tranqüilos porque iremos descer no ponto da morte do corpo físico, podendo ir pra nossa verdadeira casa que é o plano espiritual, meditar, aprender e esperar para que possamos subir em outro ônibus da vida, em outro corpo carnal e seguir na caminhada para descer em outro ponto mais evoluído, sempre em ascensão...
“Gastamos uma vida inteira a procura de dinheiro, e depois todo o dinheiro tentando recuperar a vida!”
Em suma não necessariamente com as mesmas palavras, é uma frase que escutei tempos atrás, a qual não sei a sua origem, se alguém souber poderá fazer o favor de me lembrar nos comentários, resume perfeitamente a nossa atual vivencia na Terra, a qual colocamos no topo de nossas aspirações o alto e bem reconhecido cargo naquela empresa de sucesso, ou ser um empresário, com liberdade de horário e um carro de dar INVEJA em qualquer lugar que passa, não sou diferente disso, com certeza... é um problema sério essa tal FELICIDADE...
Utópica? Sim! Você já parou pra pensar se um dia vamos ser realmente felizes sobre a Terra a que vivemos? Será que existe alguém plenamente feliz?
Vejamos... Para Sócrates o "conhece-te a ti mesmo" é a chave para a conquista da felicidade. Para Platão a noção de felicidade é relativa à situação do homem no mundo, e aos deveres que aqui lhe cabem. Para Aristóteles a felicidade é mais acessível ao sábio que mais facilmente basta a si mesmo, mas é aquilo que, na realidade, devem tender todos os homens da cidade. No âmbito do Velho Testamento, a felicidade centra-se na aquisição dos bens mais elementares como comer, beber e viver em família e no temor a Iahweh, que eqüivale à atitude religiosa do homem. Na dimensão do Novo Testamento, a felicidade está nas bem-aventuranças prometidas por Jesus. Plotino (204-270) afirma que a felicidade do sábio não pode ser destruída nem pelas circunstâncias adversas nem pelas favoráveis. Santo Agostinho (354-430) entende a felicidade como o fim da sabedoria, a posse do verdadeiro absoluto, isto é, de Deus. Tomás de Aquino (1225-1274), na Suma Teológica, utilizou a palavra "beatitude" como equivalente à "felicidade" e a definiu como "um bem perfeito de natureza intelectual". Kant (1724-1804) julga que a felicidade faz parte do bem supremo o qual é para o homem a síntese de virtude e felicidade. Bentham (1748-1832) e Stuart Mill ( 1773-1836) retomaram como fundamento de moral a fórmula de Beccaria: "A maior felicidade possível, no maior número de pessoas". (Abbagnano, 1970)
Em torno dessas evoluções históricas, descobrimos que é natural que as aspirações da felicidade simplesmente “mude” com o tempo, e que provavelmente mudará também quando você tiver aquele carro, aquela casa, e todo o dinheiro tão almejado. Concluindo... a verdadeira felicidade não está simplesmente nos bens materiais, concordas então que estamos bem distantes dela já que conseguimos resumir isso apenas em apego material.
Mais um ponto para a teoria da reencarnação e da pluralidade dos mundos... Segundo a doutrina o Planeta Terra é APENAS MAIS UM na infinidade dos planetas habitados, e existem planetas tanto mais desenvolvidos quanto menos favorecidos na escala de crescimento moral. Definimos então o planeta terra como um mundo de “Provas e expiações”, aquele extremamente importante na nossa ascensão moral, já que é aqui que passamos necessidades financeiras, necessidades de afeto, de companheirismo, aprendemos que não se vive sem o meio social e é aqui que pagamos as dívidas conquistadas em anteriores existências graças as leis de Deus que estão embutidas no melhor lugar, naquele lugar onde você fica “matutando” as idéias quando Poe a cabeça no travesseiro, com ela não existem mentiras e é justamente onde fica aquele “peso” quando não cumprimos com o nosso dever... é lá mesmo... na CONSCIENCIA de cada um... ali é a casa das leis de Deus. Ledo engano aquele que acredita que teremos um juízo final para apontar pro nosso eu inteligente todos os nossos erros na Terra, somos inteligentes o bastante para identificarmos isso sozinho, e propormos a corrigir justamente por ela... a nossa consciência. Ela nos guiará e será o pior dos juízes, pois, ela sabe a verdade real... E na íntegra tudo o que aconteceu na nossa vida... engraçado agora pensar naquela frase não é? “DEUS TUDO VÊ!” Pra você que não acreditava tanto nisso agora parece estar mais claro?
A verdadeira felicidade estaria então no auto-conhecimento sim... sabendo o nosso papel, conhecendo o nosso destino e sabendo que acima de nós tem algo de divino, e esse divino está inerte sempre em nossa cabeça.... Qual “ateu” ou “areligioso” que nunca falou o famoso “GRAÇAS A DEUS” mesmo que não tenha falado com linguagem articulada, mas pelo menos pensou mesmo que não com as mesmas palavras nas horas de aflição?
Em Eclesiastes no velho testamento, livro atribuído ao rei Salomão porém com várias contradições católicas como essas “ O livro de Elesiastes e considerado o maior herege da literatura dos hebreus já que tem teses tal como a de que o indivíduo deve aproveitar a vida ao máximo enquanto é jovem. Sua postura também seria contrária ao tom racionalista e à semelhança de idéias expressas no livro com as idéias da filosofia grega pagã. Muitas declarações do livro parecem-se mais com as de um filósofo. Aliás, para ser mais exato, a posição do autor sagrado aproxima-se mais do paganismo. Como se isso não bastasse, a filosofia básica do livro de que "TUDO É VAIDADE", está em franco desacordo com o pensamento hebreu. Como também está em desacordo a afirmativa de que uma mesma sorte atinge o sábio e o insensato.”
Bem... Sem desrespeitar o pensamento católico apostólico romano, sabemos que na antiguidade a igreja demandada pelos doutores da Lei visava apenas o seu favorecimento e conforto, “modificando” os livros segundo seus interesses, sabemos que nosso mestre Jesus foi sua maior afronta já que ele ensinou que eram todos iguais perante Deus, e isso os Doutores não aceitavam, somente eles tinham acesso aos livros sagrados e pregava em sinagogas com reuniões restritas a determinadas classes sociais. Fácil então detectar a Rixa que esse livro de Eclesiastes gerou para ser incluído entre os livros sagrados como descrito no parágrafo acima, pois, ele já era filósofo e ele mesmo é o dono da máxima “A felicidade não é deste mundo”.
Segundo FRANÇOIS NICOLAS MADELEINE, se o homem ajuizado é uma raridade neste mundo o homem absolutamente feliz jamais foi encontrado.
Deixa nos bem claro que a felicidade não será encontrada nesse mundo, e que não adianta
esperar por ela aqui, precisamos passar por dificuldades, aprender, mudar... sabendo sempre que o planeta Terra não está fadado a ser sempre assim, ele também evoluirá... mais ainda sim existiram planetas inferiores, e nada impede que aqueles que não aprenderam poderá habitar um outro corpo futuramente o qual puxará a mulher pelos cabelos e sairá nú a procura de fogo e comida, dormindo aqui e ali para aprender que a verdadeira felicidade está em conhecer de onde viemos e para o que servimos...
Por Julio Dario
Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/religious-studies/245698-eclesiastes-artigo/
http://www.bibliaonline.com.br/acf/ec/1
http://www.ceismael.com.br/artigo/felicidade-nao-deste-mundo.htm
Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec, Capitulo V – Bem Aventurados os Aflitos, Item 20 – A felicidade não é deste mundo
Livro Boa Nova – Francisco Candido Xavier – Humberto de Campos
Capítulo 27 – A oração do Horto
Conta esse capítulo que depois de ato humilde de lavar os pés de todos os discípulos e orou fervorosamente.
Jesus falava que chegava a sua hora, agradecendo a Deus pela oportunidade e pedindo forças. Pressentindo o episódio da cruz.
“Acolhe-me em teu amor, eleva o teu filho, para que ele possa eleva-te entre os homens, no sacrifício supremo”
“Todos eles sabem agora que tudo quanto lhes dei provém de ti”
“Não rogo pelo mundo, que é obra tua e cuja perfeição se verificará algum dia, peço pelos que me confiastes, tendo em vista o esforço que os obrigará o evangelho”
“ Eu não sou da Terra; mas rogo-te que os meus discípulos amados sejam unidos uns aos outros, como eu sou contigo” – União e Fé.
“O maior testemunho é o osso próprio sacrifício pela tua causa, compreendendo que estão nesse mundo sem pertencerem a suas ilusórias convenções” – Mundo Material
Terminando a oração Jesus se retirou em Cia de Simão Pedro e os dois Filho de Zebedeu ( Tiago e Joao)
Os demais discípulos se dispersaram impressionados
Foram os três para um monte povoado de árvores frondosas. E disse Jesus
“ Esta é minha derradeira hora convosco! Orai e vigiai comigo, para que eu tenha a glorificação de Deus no supremo testemunho” – Jesus exemplificou um ato comum em nossas vidas que é confiar as outras pessoas certas responsabilidades que terão que ser superadas apenas por nós mesmos por seres individuais que somos.
O mestre se afastou e se pôs em prece enquanto os discípulos nunca o viram tão convicto e solene.
Diz João
“Oremos e vigiemos, de acordo com a recomendação do Mestre, pois, se ele aqui nos trouxe, isso deve significar paro o nosso espírito a grandeza da sua confiança em nosso auxílio.” – João chegou a conclusão que eles eram importantes e Jesus “precisava” deles naquele momento, ou seja, os 3 tinham plena consciência de seu dever para com o mestre.
Puseram a meditar silenciosamente e sem como se alguém conseguisse explicar adormeceram.
Jesus os acordou.
- Despertai! Não vos recomendei que vigiásseis? Não podereis velar comigo um minuto?
Jesus falou que tinha sido visitado por um anjo de Deus que o confortou para o martírio.
Mais uma vez pediu que orassem e novamente se afastou;
Contudo os discípulos cedendo aos imperativos do corpo (LIMITES) e olvidando as necessidades do espírito (Limites espirituais), adormeceram de novo em meio a meditação e de novo Jesus os Acordou.
“ Não conseguistes então orar comigo?”
Antes que pudessem se justificar, um grupo de soldados vindo Judas à frente.
O mesmo avançou depos na frente do mestre o beijo combinado ao passo que Jesus sem fraqueza e deixando a lição de coragem e de seu afeto aos companheiros perguntou.
“- Amigo a que vieste?”
Não obteve respostas, os mensageiros dos sacerdotes prenderam-no e lhe manietaram as mãos, como se o fizessem a um salteador vulgar.
Análise Psicológica dos Discípulos.
Pedro e João foram os últimos a se separarem do Mestre.
Os movimentos criminosos da turba arrefeceram (esfriaram) o entusiamo e o devotamento dos companheiros mais enérgicos e decididos da fé (tripudiaram com as dificuldades)
As penas eram muito severas pra que alguém tentasse segui-lo
Com exceção de João, que ficou do lado de Maria até o instante derradeiro, TODOS os outros discípulos debandaram. (FUGIRAM) Receosos da perseguição.
O messias coroando sua obra com o sacrifício máximo, tomou a cruz sem uma queixa, não reprovou ninguém que havia o abandonado na última hora. Conhecendo que cada criatura tem o seu instante de testemunho, no caminho da redenção da existência.
João então tomou a refletir maduramente sobre a oração do Horto das Oliveiras, perguntando a si próprio o razão daquele sono inesperado, quando desejava atender ao desejo de Jesus, porque ele dormiu? Logo ele que tanto o amava. No momento em que seu coração amoroso mais precisava de afeto. Por muitas vezes João se diria ao mestre em lágrimas em fervorosas orações implorando-lhe que perdoasse o seu descuido na hora extrema.
Certa noite durante o sono, como numa atmosfera de sonho verificou que o mestre se aproximara.
“João, a minha soledade no horto é também um ensinamento do Evangelho, uma exemplificação, Ela significará para quantos vierem em nossos passos, que cada espírito na Terra tem de ascender sozinho ao calvário de sua redenção, muitas vezes com a despreocupação dos entes mais amados do mundo. Em face dessa lição o discípulo do futuro compreenderá que sua marcha tem que ser solitária, uma vez que seus familiares e companheiros de confiança se entregam ao sono da indiferença! Doravante, pois, aprendendo a necessidade do valor individual no testemunho, nunca deixes de orar e vigiar!”
Comentário.
Uma passagem muito bonita, que nos exemplifica, mais do que tudo o respeito que temos que ter com o nível de evolução de cada um e dos limites, sabendo sempre e tendo plena consciência que outras pessoas estão para auxiliar “em oração” e no que for possível, sendo que o os seres individuais que somos somente podemos superar as situações sozinhos.
É comum em face de nosso nível de evolução querermos confiar aos outros nossos problemas e nossas aflições e ficarmos magoados por esperarmos que outras pessoas agissem de modo a nos satisfazer intimamente, puro egoísmo, e completamente contrário as Divinas Leis, o espiritismo veio para nos responsabilizar, e acusar a nós mesmos as nossas faltas graças ao Livre arbítrio, e o auto-conhecimento é ferramenta chave para não sucumbir aos martírios da vida mesmo quando todos aqueles a que amamos e confiamos estão “dormindo” alheio aos nossos problemas e aflições por mais graves que forem.
Por Julio Dario

Opa...
Bemvindo Leitor,
Com certeza estive muito tempo ausente, e lastimo muito com isso, pois, aqui quando escrevo e esponho minhas idéias estou me auto-conhecendo, pensando e estudando minhas idéias e com certeza aprendendo.
Não podia ter dia melhor pra voltar a escrever do que no primeiro dia do ano.
Pois é, já que não escrevi no primeiro venho eu escrever no final do segundo dia.
Tão bom seria se as festividades de fim de ano tivessem o dom de despertar em cada um o seu verdadeiro sentido, sinceramente nem eu sei o verdadeiro sentido desse tipo de festa, nos quais so me lembra fartura de comida, família e corações bem mais solidários do que no decorrer do ano, e isso já é muito bom.
Pra mim desde o ano passado a virada do ano tem um significado que tem feito a diferença.
A época do balanço de tudo o que fiz e de tudo que pretendo fazer, um homem sem fixar objetivos está fadado a ficar estagnado, a não ter perspectivas e não almejar nada além do que melhor lhe convier e o que dá mais comodidade. Época na qual penso o que precisa ser melhorado, e impressionante... que ano passado quando tive uma mudança bem brusca (aos olhos materiais) esse ano descobri que está tão difícil quanto mudar aquilo que achei que seria impossível ano passado, ou seja, os problemas nunca vão acabar... AINDA BEM! pois com eles crescemos, e somente poderemos ter a paz no coração tão almejada se exercitarmos essa paz. E quão chato seria o mundo sem eles, as vezes pensamos que são os maiores do mundo, mas no noticiário atual se ve mortes em massa, deslisamentos de terra, e a revolta da natureza que nada mais é do que o reflexo dos maltratos do homem tanto para com ela quanto para com ele mesmo. Ano novo e o mesmo pensamento das pessoas, nas quais acham mais comodo jogar a culpa de tudo que acontece em outrem, e não percebem que TUDO é fruto do que se cultiva, a própria felicidade está dentro de nós mesmos, e isso não muda diferente da crença religiosa de cada um. O Deus não tem o dom de te dar a felicidade simplesmente porque ele ja te deu o maior dos motivos para ser feliz que é viver...
Vamos começar o ano "com o pé direito", assumir nossas imperfeições, e tentar mudá-las, não fixar planos comparados com padrões pré-fabricados e pensarmos sempre em sermos melhores hoje do que fomos ontem, sendo sempre o padrão para se comparar...
Ninguém melhor que nós mesmos para fazermos isso.
No mais peço desculpas aos poucos leitores pela minha ausência nesse tempo, que com certeza foi necessário para o amadurecimento das minhas idéias e tudo o que eu puder passar passarei aos amigos por esse blog em próximos posts.
Abraços fraternos a todos
E Feliz Ano Novo...
Por Julio Dario
Obs.: Seu comentario... pergunta, crítica... é muito importante... clique no link "comentarios" logo no início desse post no canto superior direito... obrigado....
De vez enquanto nos deparamos com afirmações do seguinte gênero... “Somos seres livres e responsáveis por nossos atos.”
Pensando com meus botões resolvi me indagar, somos realmente livres?
Deus nos deu o livre-arbítrio...
O pequeno príncipe nos passa que somos responsáveis por aquilo que cativamos...
Começamos por aí, a palavra cativar, vem de cativeiro, ou seja, desdobrando seu significado etimológico fazemos alusão de que somos responsáveis por aquilo que prendemos, com certeza se realmente prendemos os sentimentos de alguém, mas, na verdade meio errônea essa afirmação porque o sentimento não se prende... se conquista... não seria então cativar um atentado a liberdade?
A liberdade é completamente relativa, ela é diferente em um nobre da alta sociedade e entre um miserável morando em verdadeiras mazelas sociais.
Ela é proporcional nesse caso aos bens econômicos, onde o rico é mais livre do que o mais pobre, pois, este pode tirar férias na praia, às vezes até comprar alguma briga na qual o dinheiro fala mais alto atentando contra a liberdade de outrem.
Dizem que a nossa liberdade termina onde começa a do outro, então se ela termina é porque não somos completamente livres.
Um importante axioma a ser tratado neste assunto é a respeito da responsabilidade, quanto mais liberdade, mais responsabilidade, o filho recém-chegado ao mundo tem uma liberdade muito restrita ao seu berço, seu carrinho, seu quarto e é completamente delimitada pelos pais que tem uma liberdade extremamente maior do que a dos filhos, mas, tem a responsabilidade de educar o filho, para a sociedade sendo completamente responsável pelo cidadão que ali esta aprendendo o básico para se viver em sociedade.
Não apenas em coisas materiais somos chamados a pensar sobre a liberdade e também para aqueles que conhecem da alma.
Aqueles mais informados sobre a parte “invisível” do mundo tem como missão informar os leigos como os pais ensinam os filhos, mesmo que contra a vontade, pois, uma hora ou outra vão precisar dos conceitos.
“A quem muito é dado muito será cobrado”
Com certeza! E que possamos usar isso em todas as partes da vida.
A maior provação nesse estágio é daqueles que estão fartos de bens materiais, pois, a ilusão é tamanha que pensa não precisar da ajuda de ninguém, ou seja, ser completamente livre e inconseqüente.
Ora... se os ricos não precisassem de ninguém eles não precisariam estar entre nós, vivendo sobre o mesmo sol, o mesmo céu... de nada serve tudo o que se tem monetáriamente se não se repartir, felizes seremos quando percebermos que nosso reino não é desse mundo e que o dinheiro é necessário para a evolução, e também muito necessários daqueles desprovidos da “sorte” de não tê-los em abundância.
A provação para os ricos é muito maior que para os pobres, pois, o papel do rico é usar de uma virtude que ainda é rara entre nós, o desprendimento com o que se tem de matéria. E porque não, não falar do amor... ningúem é tão pobre que não possa dá-lo nem tão rico que possa viver sem.
Longe de querer ser radicalista, o dinheiro é sim necessário, porém é uma prova difícil e um fardo muito mais pesado do que para aquele que lhe falta as coisas supérfluas, as quais insistem em provar que são essenciais.
Falando do Rico e do Pobre, para exemplificar essa liberdade, relativa, delimitada, conceito deturpado onde pessoas pensam que não tem limites, e que são “livres”, pelo contrário, estamos presos em uma armadura de matéria e quando nos livrarmos dela o juízo final da nossa consciência entrará em grande pesar por tanto tempo desperdiçado e por tanta liberdade utópica.
Por Julio Dario.
"A música é um dos veículos mais impressionantes de exteriorização dos sentimentos.
Através da poesia melódica, o artista dos sons e silêncios, eterniza em combinações infinitas de tons e semitons o precioso instante de seus sentimentos, ou de suas impressões de um lugar ou de uma situação.
Ao ser transmitida a música passa, a quem com ela entra em contato, as sensações e os sentimentos que a imaginação permite a quem, que, mesmo não conhecendo o autor (na intimidade), acaba penetrando superficial ou profundamente na imagem mental que aquele tentou criar.
A musicalidade está na humanidade e, quiçá em todo o universo vivo, desde todos os tempos, e, possivelmente, a música esteja em Deus!
Os indígenas e povos mais selvagens, por nós conhecidos, já possuíam seus rituais de canto, ritmo e dança, muitas vezes exaltando seu respeito à divindade e à natureza.
Todos os países possuem um hino nacional, suas músicas regionais e tradicionais e cultivam em algum momento músicas e músicos que em algum momento contribuiram para o acervo musical daquela nação, ou seja, daquele povo, daquela cultura.
A Europa cultua músicos eternos como Mozart na Áustria, Beethoven na Alemanha e Choppin na França.
Conhecemos os países por seus estilos musicais e ritmos preferidos: Na Itália temos a ópera, na Argentina o tango, na Espanha o flamenco e no Brasil o samba e a bossa nova.
Artistas com uma criatividade e uma musicalidade impressionante deixaram suas marcas em nosso país, e alguma de suas criações ficaram na memória da nação para sempre.
Nomes como Noel Rosa, Adoniran Barbosa, Caetano Veloso, Chico Buarque de Holanda, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, assim como Villa Lobos, entre outros fizeram a cultura musical brasileira.
Estes artistas criaram obras que se tornaram eternas e que encantam as gerações, não importando o tempo. Muitas delas foram criadas para embalar os sonhos da juventude de seu tempo, mas ficaram como mensagens fixadas em todos os tempos. E, certamente fariam falta se não tivessem sido criadas.
Nos tempos atuais a música se tornou, mais do que nunca, uma mercadoria ligada à fama e ao poder econômico, perdendo a necessidade nos artistas atuais, de criarem obras que lhes exijam da criatividade, do amor ao belo e à superioridade melódica.
Desta forma as músicas, hoje em dia, perderam muito em melodia, aceleraram bastante o ritmo (talvez reproduzindo o ritmo alucinante da competição em que vivemos nos tempos atuais) e vulgarizaram a linguagem e a mensagem que procuram passar.
Assim, me faço um questionamento: Não serão a banalização da violência, a corrupção (a idéia do pode tudo e da impunidade), a banalização das drogas na sociedade, com o consumo de drogas cada vez mais viciantes e letais, um reflexo da banalização da mensagem da música que hoje em dia é consumida em nosso país.
Desta forma, chego à conclusão que o músico que hoje está procurando colocar seu sentimento mais profundo em suas músicas, com as idéias de respeito ao bem, amor a tudo que o rodeia, valorização da vida, entre outros valores um tanto esquecidos nos dias de hoje, seguindo suas convicções no bem, tentando passar aos outros, através de melodias cada vez mais sensíveis e belas, o bem que conhece e almeja, apesar de parecer estar na contra-mão da história, ao que parece está no caminho certo.
Este deve ser o caminho da arte, acompanhando lado a lado o caminho da humanidade que hoje habita a Terra: elevar, fazer refletir no bem, falar de amor num tom mais elevado, valorizar a relação humana, a amizade, o respeito.
Ver brotar do sentimento do artista melodias que exaltem o belo e sentimentos mais elevados.
Não será que o equilíbrio e a maior harmonia produzida das artes levará a uma maior harmonia e respeito social?
Não estamos carentes de criações musicais que tendam a se eternizar em nossos corações, nos dando a noção de uma identidade musical?
Não é bem melhor procurar educar com músicas que trazem emoções e sentimentos melhores (como já tivemos abundantemente em outros tempos, e hoje se escasseiam), do que aquelas que só fazem vulgarizar as relações humanas?
Nesse contexto, a meu ver, se situa o músico espírita, espiritualista ou com uma certa religiosidade universal em seu ser.
A persistência em criar músicas que insistem em convidar ao bom, ao belo ao respeito, à amizade, inclusive tocando em temas que resultam de nosso próprio desequilíbrio, como a solidão, a depressão, a violência, os transtornos psíquicos, o individualismo exacerbado, entre outros, me parece como aquela semente que jogada ao solo vai se multiplicando aos poucos ao longo do tempo.
Também por isso, ao meu ver, que excelentes músicos que dizemos emergidos da cultura espírita, tendem a universalizar a sua linguagem, sem, necessariamente, cair no lugar comum, levando admiradores de sua arte a sentir o prazer em uma música que traz a reflexão e à elevação.
Quiçá seja esta a música do futuro!
Que encontre seu próprio mercado esta música que eleva o ser, que massageia a alma, que conclama à alegria de viver, de amar e à necessidade de respeitar para ser respeitado.
Esta música certamente acompanhará e alavancará o progresso moral da humanidade.
Nos ocupará a mente com melodias carregadas de teor positivo, levando a todos a refletirem mais no bem do que banalizarem as atitudes que nos levam ao desequilíbrio de atitudes e emoções.
Igualmente parece que, no momento que a sociedade estiver mais madura em seus desejos e atos e mais conectada com seu caminho evolutivo, a sintonia com músicas de mais elevado teor se farão mais naturais e cotidianas.
Mas acredito que o nosso papel (dos músicos espíritas) hoje seja o de deixar o terreno fértil para que algum dia esta possibilidade possa vir a se tornar realidade.
Que assim seja!"
Francisco Sibemberg
Vamos tomar a proposta principal do Cristo a qual se resume todas as leis e todos os evangelhos... “Amai-vos uns aos outros e o próximo como a ti mesmo” e discorrer sobre esse tema.
Pois bem, fomos criados simples e ignorantes, com predominância em instintos, como retrata bem aqueles homens das cavernas que puxavam as mulheres pelos cabelos, realmente, ilustra bem os primórdios. Mas, a que se dá essa evolução?
Pessoas insistem em negar a lei da reencarnação que veio para nos tirar o véu da ignorância contra as leis divinas, não veio para mudar o que Jesus nos disse e sim para cumprir e dar sentido racional a suas idéias, o qual poderia citar diversos trechos bíblicos para ilustrar porém como o objetivo desse blog é pensar, e raciocinar conforme a razão, lógico na luz do evangelho porém dando uma nova visão daquilo que nos foi passado através do nosso mestre, e favorecendo aqueles que não são presos a algo da divindade ou tem certa aversão a doutrinas estritamente religiosas. Sendo assim vamos na parte filosófica e científica da questão.
Qual seria a intenção de Deus em nos criar para não evoluirmos? E como negar isso se sabemos que o primata era apenas instintos e não se preocupava em progredir materialmente, talvez eles evoluíram tanto por saberem não ser nada comparado ao criador, lógico que sabiam que ele existia, e para eles, já foi o fogo, o trovão a chuva, pois, a teoria da divindade e da criação já nos nasce inerente as nossas idéias, mesmo aquele que nunca ouviu falar de Deus, futuramente se questionará de onde surgiu e como ele foi feito sabendo-se da teoria e da parte genésica em parte física, se questionará de onde é sua origem e como se deu sua existência além disso, daí se parte o embrião do questionamento de algo divino.
Pegando a premissa da evolução, e da reencarnação, a qual necessita de muitos estudos, pois, é fato que ela explica de forma clara tudo o que nos foi dito a um par de milênios, o homem depois de ser predominante em instintos e graças a pluralidade das existências foi adquirindo sentimentos, e daí quando ele pode realmente conhecer o que seria criar afeto por outrem, vem Jesus e nos ensina a lei do amor que estremeceu todos aqueles que escutaram, o amai ao próximo não se restringe apenas aos amigos ou familiares, grupos, castas, igrejas, cidades, países, continentes, o próximo seria amar toda a humanidade, se assim não o fosse pra quê Jesus ia ter se contradito na sua lei de caridade e com seus atos, nos quais amava indistintamente escribas, judeus, fariseus saduceus. Mas... como negar nossa inferioridade referente a essa lei? Justamente por amarmos... Daí começa o amor e suas variações. As guerras sanguinárias que defendem um propósito religioso, a rixa entre católicos e protestantes, e a falta de capacidade de aceitar uma doutrina que não se contradiz com os preceitos do cristo e que está fundamentada em ciência, filosofia e religião dá-se graças ao “amor” a que se tem pela sua igreja, seita ou crença, a círculos fechados, grandes templos de adoração, mas, que grande contradição, o próprio Jesus não separou porque insistimos em separar? Isso só é explicado pelo amor que sobressai sobre a razão.
Aquele relacionamento íntimo entre duas pessoas que se “amam” mas, que não passa de um sentimento egoísta de posse, fundamentado em uma base de ciúme e desconfiança. Felizes são aqueles que já entenderam que a cara metade não existe, que somos individuais e fomos criados para evoluirmos sozinhos, nada nos impede de nos associarmos para que com o auxílio mútuo e o verdadeiro amor diminua o fardo e torna-se mais fácil a caminhada evolutiva, mas o relacionamento a dois tem que ser baseado em dois inteiros que se somam, e não em duas metades que se completam.
A palavra eu te amo, hoje é usada como se fosse o bom dia, mas para um exemplo perfeito de amor basta pensar na sua mãe, um exemplo perfeito da providência divina na nossa caminhada evolutiva, onde temos o maior exemplo dentro de casa, daquela pessoa que teve sobre sua guarda em seu ventre 9 meses, e depois durante mais alguns anos cuidando daquela criaturinha frágil e totalmente dependente, perdendo noites de sono, e mesmo depois de todo esse labor, ama, com sinceridade, independente de atitudes e palavras, com um simples olhar sabe interpretar sentimentos, defende com unhas e dentes mesmo que saiba que seu filho esteja errado, e como se não bastasse a misericórdia que Deus nos confia de perdoarmos, e criarmos laços de afeto por aqueles a qual anteriormente criamos desafetos.
Nada mais justo se colocar em família aqueles que antes odiávamos, pois, assim cumpre-se a lei de amor universal que em um tempo, lógico bem distante, será realidade graças aos novos conceitos e interpretações das leis divinas.
A criação de Deus seria realmente medíocre se a existência fosse apenas uma nesse estágio terreno, uma vez que o tempo pelo qual permanecemos em matéria é muito curto quando se fala em reforma íntima, como amar o nosso inimigo e o nosso próximo em tão pouco tempo?
Como fazer jus a suas leis com tantas imperfeições que temos hoje, porém, não mais do que alguns séculos atrás.
Basta interessarmos por história dos antepassados e sabermos que o ciclo moral evolutivo é ascendente e a que se explica isso se fossemos criados junto com a concepção do corpo físico?
Porque hoje somos mais evoluídos moralmente do que aqueles que nasceram na idade média?
E tudo isso se explica pelo amor, as vezes deturpado, as vezes cego, porém explica-se sempre pelo amor... O objetivo do texto de hoje é para que consigamos progredir e fazer com que esse amor se torne o mais puro e sublime sentimento, para que num futuro possamos viver em um mundo melhor, onde poderemos sair sem nos preocupar com acidentes, ladrões, corrupção, prostituição, traição, e vivermos em comunhão de pensamentos e aí sim usarmos a nossa inteligência que é o fato de sermos a imagem e semelhança de Deus, para o bem e para termos atitudes justas e relevantes na nossa caminhada evolutiva. E quem sabe um dia entendermos claramente o verdadeiro sentido do “Amai-vos uns aos outros”.